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República Centro-Africana: Participação cívica para um regresso à paz

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PNN: Pode falar um pouco sobre o plano securitário da cidade de Bangui durante o período de recenseamento e das eleições? LMC: A polícia da MINUSCA e os seus colegas da SANGARIS em colaboração com as forças internas (gendarmerie e a polícia), naturalmente coordenado com a Autoridade Nacional das Eleições (ANE), preparam-se empenhadamente no terreno para assegurar a ordem durante o processo eleitoral. A população está a aumentar a sua participação ao nível dos locais de registo e isso é muito positivo, na medida em que contribui para o trabalho de manutenção da ordem feito pela polícia da MINUSCA em coordenação com todas as outras forças, junto de todos os locais de registo. Este processo de registo dos cidadãos é muito importante e quero aproveitar para fazer um apelo à participação, sobretudo das mulheres. Recordo que o processo eleitoral é extremamente importante para o futuro do país. PNN: Actualmente Bangui assiste ao regresso à paz mas o mesmo não acontece em todas as regiões do país. Pode especificar como vai a MINUSCA fazer para garantir a paz durante o período eleitoral nestas zonas mais complicadas do país? LMC: A polícia das Nações Unidas aumentou a sua presença na província, em Bouar, Kaga-Bandoro, Bossangao e Bria, mas os colegas da força militar desde o início da missão já se encontravam presentes por todo o território, enquanto nós fomos aumentando as nossas forças sobre o terreno, neste vasto país com cerca de 5 milhões de habitantes e rico ao nível de recursos naturais, o que representa um maior desafio à manutenção da segurança para as forças presentes no terreno. Por tudo isto é necessário que a comunidade ajude as forças de segurança com informações válidas e fiáveis, numa cooperação permanente. PNN: A MINUSCA possui actualmente os meios logísticos e humanos para garantir a segurança durante o período eleitoral na República Centro-Africana? LMC: Ao nível do processo da planificação eleitoral é a ANE que tem a responsabilidade de organizar as eleições com as outras entidades das autoridades da transição e a MINUSCA apoia os esforços das forças internas, mantendo uma vigilância activa em todos os locais. Mas neste processo é importante que as populações saibam que viver em sociedade implica estar sujeito a regras e é necessário que cada um respeite as regras, contribuindo, assim, para a reconciliação. A MINUSCA trabalha junto das populações para as sensibilizar para estas questões, nós trabalhamos para garantir a esperança da população, ajudar a promover um futuro melhor. A minha experiência neste país tem-me ajudado a perceber que a República Centro-Africana é rica na qualidade das suas pessoas. PNN: O eixo que liga o 3º e o 5º distrito não é acessível pelos condutores de táxi e de autocarro, à excepção das motos que aí circulam. Como pensa fazer para garantir a segurança dos condutores e todos aqueles que fazem este eixo? LMC: O que posso garantir é o seguinte: patrulhas 24 horas por dia, sete dias por semana, em todos os bairros da cidade de Bangui. Em relação ao 3º e 5º distrito em breve o comissariado da polícia vai abrir as suas portas e eu estou convicto que a segurança vai, ainda, aumentar para garantir a livre circulação sobre o seu eixo. O sentimento de segurança na cidade muda a cada dia que passa, não só em Bangui mas em todas as cidades. Falo da reconciliação entre as comunidades onde toda a gente possa viver em conjunto, não uma segurança imposta pela polícia da MINUSCA, pois é difícil viver de uma forma imposta. Nós temos o nosso papel a desempenhar e nós iremos cumpri-lo ao lado dos colegas polícias e gendarmes centrafricanos para colocar em marcha a lei integral da República Centro-Africana dentro dos princípios dos direitos do homem ao nível da aplicação da lei internacional. PNN: O povo reclama o desarmamento forçado dos grupos armados. Como vai fazer para cumprir este objectivo? LMC: O povo tem razão em pedir isso. Em Maio nós já fizemos um desarmamento forçado com sucesso, durante o qual detivemos muitas pessoas, munições de guerra e armas. Ao nível da polícia nós continuaremos a fazê-lo desde que nós tenhamos informações por parte da população. Toda a gente fala do desarmamento dos outros mas é necessário que a população entregue as armas às forças de segurança. Se há alguém que tem armas e se não as entrega às autoridades e nós recebamos informações nesse sentido, nós iremos procurar a pessoa e ela será detida. Eu peço à população que detenha armas de uma forma ilegal que as entregue às autoridades e se conhecer alguém que a denuncie e nós iremos detê-la. Uma sociedade sem armas é uma sociedade mais segura. Compreendo bem as razões pelas quais toda a gente pede o desarmamento forçado, tendo em conta que é um país que está a sair de uma crise intercomunitária. As instruções que eu tenho enquanto Comissário da polícia das Nações Unidas e que eu dou ao nível de cada comando são que cada pessoa que se encontra com armas deve ser detida. Este é o nosso desarmamento. PNN: Fale-nos um pouco da colaboração da MINUSCA com as forças internas (polícia e gendarmerie). LMC: Nós trabalhamos em conjunto desde o início e com os mesmos fins, fazendo reuniões regularmente, discutindo sobre a questão estratégica das eleições para garantir a segurança. Existem oficiais de ligação, seja da Minusca seja das forças internas para assegurar uma boa cooperação, discutimos as coisas e planificamos. É necessário compreender que uma missão de paz é uma fase estreita, nós não sabemos nunca quanto tempo vai durar, mas os verdadeiros responsáveis da segurança são as forças internas (polícia e gendarmerie). Ao nível das operações, a Minusca pode fornecer os meios logísticos (veículos blindados). A colaboração com as forças internas revestem-se de extrema importância, pois em boa verdade são as forças internas que conhecem bem a mentalidade da população, falam a sua linguagem. PNN: Durante a nossa visita a vários locais de recenseamento constatámos a ausência total das forças internas. Pode explicar-nos as razões? LMC: Ao nível da polícia da Minusca, nós tomámos a decisão de estar presentes em todos os centros de registo, a polícia e a gendarmerie centro-africanas decidiram ser mais flexíveis e vigilantes para no caso de haver algum acidente terem melhor capacidade para resolver. O que posso afirmar é que a segurança está garantida ao nível dos centros de registo e em caso de necessidade nós entramos em contacto com as forças internas, que funcionam como uma força de reserva. PNN: O cidadão centrafricano pode circular livremente neste país nos dias de hoje? LMC: O cidadão pode circular livremente na cidade, o que demonstra a retoma das actividades económicas. Todos os dias durante a nossa patrulha eu vejo as pessoas a regressar aos seus domicílios, o que não se verificava antes, embora estejamos conscientes que ainda há muito trabalho a fazer. Sabemos que há locais e sectores da comunidade onde o pequeno crime ainda tem lugar e onde a vida normal ainda não encontrou o seu caminho. Mas nós estamos atentos e a trabalhar para devolver a normalidade a todos os cantos, a todos os lugares e em todos os sectores da comunidade para que possam deslocar-se dia e noite sem que as pessoas se sintam inquietas. Acredito que em breve tudo isto seja uma realidade. Para isso todos nós (forças internas, Minusca e Sangaris) contamos com o apoio da população, ela deve ajudar-nos a ajudá-la a ser mais eficaz no combate à insegurança e no contributo do retorno à reconciliação e à paz. A população deve participar na vida em sociedade, e deve ir votar para as próximas eleições e, assim, ajudar a construir o país. A República Centro-Africana é para os centrafricanos, logo cada um deve construir o país para que a paz regresse.

Fonte: Luanda Digital

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