Guiné-Bissau: «Reclamar herança de Cabral significa responsabilidade de todos os guineenses»

15-09-2014

«Se não somos capazes de combater a pobreza, se não formos capazes de nos unirmos uns aos outros e de reconciliarmo-nos no espírito dos guineenses, não estamos a herdar Cabral, podemos estar a fazer outras coisas mas não a dele», disse Domingos Simões Pereira. Numa cerimónia em que compareceram muitos embaixadores acreditados na Guiné-Bissau, com destaque para Representante da União Africana, Ovídio Pequeno, o momento serviu para Simões Pereira lembrar que o seu Executivo já entregou à Assembleia Nacional Popular (ANP) a proposta do seu programa de Governação. «Já é chegada a altura de o Parlamento dar a sua contribuição, aprovando o nosso programa para que possamos cumprir as nossas promessas feitas durante a campanha eleitoral», disse Simões Pereira. Revoltado devido ao estado avançado de degradação em que se encontra a cidade natal de Amílcar Cabral, o Chefe do Governo guineense disse que a cidade de Bafatá tem o título de segunda capital, mas esta realidade está longe em termo prático, tendo anunciado que durante os próximos quatro anos da sua governação a cidade de Bafatá vai ser mesmo identificada como «segunda capital» da Guiné-Bissau: «As obras de Cabral vão sobreviver à sua morte», garantiu. No capítulo da Saúde, Simões Pereira voltou a apelar aos guineenses sobre o surto do ébola que se regista nos países vizinhos da Guiné-Bissau, solicitando toda a energia, capacidade e competência. A terminar o Chefe do Governo anunciou publicamente a solidariedade do povo da Guiné-Bissau para com o povo da Guiné Conacri, tendo destacado a presença do embaixador deste país na cerimónia de comemorações do 90.º aniversário do nascimento de Amílcar Cabral.

Avaliar

Comentários (X)

Deixe um comentário...